terça-feira, 21 de outubro de 2014

É hora dos agroglifos



Estive em Ipuaçu ontem, (20/10)  para conferir os locais onde já apareceram as formações desde 2008, e em algumas lavouras o trigo já foi ou está sendo colhido. 
As oscilações climáticas mudam o panorama na região, consequentemente as plantas tendem a mudar seu ciclo também. 
No local do agroglifo de 2013, próximo a cidade, o trigo também já está sendo colhido.
Entre os moradores com os quais falei, os olhares se voltam para o céu, principalmente à noite para a possibilidade, como ocorrido em outros anos de avistar alguma luz, um movimento estranho ou aquilo que muitos querem ver, alguma nave sobrevoando Ipuaçu.
Percebi também que algumas crianças tendem a demonstrar medo, causado por tudo que aprendemos diante de uma possível presença "alienígena", tratada em filmes como invasores, conquistadores, etc.

Um dos agroglifos de 2013 
Diante da dúvida, o melhor é aguardar. 
Se soubéssemos a data e o local qual a surpresa? 
Qual será a forma este ano? Aparecerá algum agroglifo?
Perguntas que nos fazem crer que algo vem acontecendo em Ipuaçu e que mexe com o imaginário. Para reflexão,  digo que temos uns trezentos e poucos dias no ano para buscar alguma explicação plausível, não só aquilo de que acredito ou não. Se algo ocorre é porque tem alguém que pode não ser da Terra, ou arrisco até alguns que já estão na Terra, e que respeitando suas normas, sem interferir em nosso meio, nos apresentam suas belas obras retratadas nos sinais nas lavouras de trigo.
De onde vem e para onde vão (?) é uma boa pergunta, e de resposta se for se atrever em buscar em publicações, alguns dos quais compartilho desse pensamento, acreditam que exista sim vida inteligente, em praticamente todos os planetas que conhecemos. Muitos desses habitantes 'estelares' tem a permissão de estar em nosso meio, ou habitar o interior do planeta, com avançada tecnologia, ou em dimensões paralelas inatingíveis pelo ser humano.
No mínimo temos que buscar entender que um simples toque nos trigais, é uma forma singela deles se expressarem com a humanidade da Terra. Não estamos sós e jamais estivemos.
Se na Terra, as hierarquias já não são muito respeitadas e em muitos casos inexistem. Lá de fora as coisas ainda funcionam, pois existe uma ordem para que nós possamos ascender, evoluir, conquistar, mas não da forma como vemos todos os dias nos noticiários. Não é através desse poder, das carnificinas, matanças e assaltos que chegaremos a lugar algum. 
Vivemos num mundo físico, quantas vezes de aparência. 
Ter é melhor que ser e de que vale tudo isso se um simples golpe da vida põe tudo a perder? Quanta destruição através das drogas, bebidas, vícios, estradas, assassinatos, nem precisa falar hoje do ebola que vem se alastrando. Pergunto? De que vale ter de tudo nesta vida, se perdermos nossa essência, nosso valor como humano ou ser superior?
Quantos exemplos de pessoas com altíssimo poder material e de repente por alguma doença, acidente é arrancado dessa vida> E daí? Para onde foi? 
Deveríamos deixar nossa consciência nos mostrar de que alguns valores deveriam ser revistos, pois cada dia mais, a humanidade caminha num rumo sem volta.
Se matam por causa de futebol... Brigam por política... E por aí se vai.

Mas, deixemos a vida seguir, pensando no que Raul disse em 1973 numa de suas canções: 


Ouro de Tolo

 

Raul Seixas - Maio de 1973



Eu devia estar contente 
Porque eu tenho um emprego 
Sou um dito cidadão respeitável 
E ganho quatro mil cruzeiros por mês 

Eu devia agradecer ao Senhor 
Por ter tido sucesso na vida como artista 
Eu devia estar feliz 
Porque consegui comprar um Corcel 73

Eu devia estar alegre e satisfeito 
Por morar em Ipanema 
Depois de ter passado fome por dois anos 
Aqui na Cidade Maravilhosa 

Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso 
Por ter finalmente vencido na vida 
Mas eu acho isso uma grande piada 
E um tanto quanto perigosa 

Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis 
Mas confesso abestalhado 
Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir 
E agora eu me pergunto: E daí? 
Eu tenho uma porção de coisas grandes 
Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado 

Eu devia estar feliz pelo Senhor 
Ter me concedido o domingo 
Pra ir com a família ao Jardim Zoológico 
Dar pipoca aos macacos 

Ah! Mas que sujeito chato sou eu 
Que não acha nada engraçado 
Macaco praia, carro, jornal, tobogã 
Eu acho tudo isso um saco 

É você olhar no espelho 
Se sentir um grandessíssimo idiota 
Saber que é humano, ridículo, limitado 
Que só usa dez por cento de sua 
Cabeça animal 
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial 
Que está contribuindo com sua parte 
Para nosso belo quadro social 

Eu que não me sento 
No trono de um apartamento 
Com a boca escancarada cheia de dentes 
Esperando a morte chegar 

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais 
No cume calmo do meu olho que vê 
Assenta a sombra sonora de um disco voador 

Eu que não me sento 
No trono de um apartamento 
Com a boca escancarada cheia de dentes 
Esperando a morte chegar 

Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais 
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador