domingo, 26 de junho de 2016

Neve rosa pode estar acelerando o aquecimento global



Cientistas fizeram novas descobertas a respeito da enigmática neve rosa encontrada no Ártico, chegando a conclusão de que a mesma pode ser muito menos inofensiva do que parece para o equilíbrio climático do nosso planeta.

A neve rosa vem sendo descrita por pesquisadores polares desde os primórdios do século 19. Na época, as pessoas acreditavam que a incomum coloração era causada pela presença de ferro meteórico na neve. A hipótese, no entanto, acabou sendo contestada, e descobriu-se que o fenômeno é na verdade provocado pela presença de uma alga unicelular, a Chlamydomonas nivalis, que contém o pigmento vermelho astaxantina em sua estrutura.

Essas algas possuem a incrível capacidade de viver em temperaturas muito baixas, podendo ser encontradas na superfície de água, neve ou até gelo, além de serem capazes de se reproduzir em altitudes de até 3,7 km acima do nível do mar. 

Notada até hoje apenas pela sua aparência incomum, descobriu-se que a neve rosa pode, na verdade, ter um papel importante nas recentes mudanças climáticas observadas na Terra. Geobiólogos da Alemanha e da Grã-Bretanha chegaram a conclusão de que essas pequenas algas unicelulares conseguem acelerar o derretimento do Ártico. 
Em sua pesquisa, publicada na revista Nature Communications, os cientistas descreveram tal descoberta através da análise de 40 amostras de neve obtidas de 16 geleiras de quatro países árticos: Gronelândia, Noruega, Suécia e Islândia.

China se beneficia com o aquecimento global
A Administração de Segurança Marítima da China divulgou na véspera que navios comerciais do país vão utilizar novas rotas marítimas, que surgiram no resultado de derretimento das calotas polares.

A República Popular da China vai enviar seus navios à Europa via novas rotas marítimas, que se abriram no resultado de aquecimento global, informa a agência Reuters.
São as rotas marítimas no Ártico através da Passagem do Noroeste, que se abriram na consequência do degelo. 
O novo caminho vai passar pela costa da América do Norte e Arquipélago Ártico Canadense. O derretimento significativo das calotas polares apresenta novas oportunidades para a navegação na Passagem do Noroeste. Por exemplo, a rota de Xangai chinês a Hamburgo na Alemanha será 2.800 milhas marítimas mais curta (5.185 km) do que o tradicional via oceano Índico e o canal de Suez.